It's been a long time since i've been me. - Fernando Pessoa

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It's been a long time since i've been me.

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About Fernando Pessoa

Fernando Pessoa (13 June 1888 – 30 November 1935) was a Portuguese poet and writer, most of whose work was published posthumously. He wrote frequently under heteronyms, alter egos with developed personalities, biographies, jobs, habits, attitudes, addresses, etc., who sometimes quoted and interacted with each other and other people.

Also Known As

Native Name: Fernando António Nogueira Pessoa
Alternative Names: Fernando Antonio Nogueira Pessoa Alberto Caeiro Ricardo Reis Bernardo Soares
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Additional quotes by Fernando Pessoa

To feel everything in every way; to be able to think with the emotions and feel with the mind; not to desire much except with the imagination; to suffer with haughtiness; to see clearly so as to write accurately; to know oneself through diplomacy and dissimulation; to become naturalized as a different person, with all the necessary documents; in short, to use all sensations but only on the inside, peeling them all down to God and then wrapping everything up again and putting it back in the shop window like the sales assistant I can see from here with the small tins of a new brand of shoe polish.

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Mestre, meu mestre querido!
Coração do meu corpo intelectual e inteiro!
Vida da origem da minha inspiração!
Mestre, que é feito de ti nesta forma de vida?

Não cuidaste se morrerias, se viverias, nem de ti nem de nada,
Alma abstrata e visual até aos ossos,
Atenção maravilhosa ao mundo exterior sempre múltiplo,
Refúgio das saudades de todos os deuses antigos,
Espírito humano da terra materna,
Flor acima do dilúvio da inteligência subjetiva...

Mestre, meu mestre!
Na angústia sensacionista de todos os dias sentidos,
Na mágoa quotidiana das matemáticas de ser,
Eu, escravo de tudo como um pó de todos os ventos,
Ergo as mãos para ti, que estás longe, tão longe de mim!

Meu mestre e meu guia!
A quem nenhuma coisa feriu, nem doeu, nem perturbou,
Seguro como um sol fazendo o seu dia involuntariamente,
Natural como um dia mostrando tudo,
Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade.
Meu coração não aprendeu nada.
Meu coração não é nada,
Meu coração está perdido.
Mestre, só seria como tu se tivesse sido tu.
Que triste a grande hora alegre em que primeiro te ouvi!
Depois tudo é cansaço neste mundo subjetivado,
Tudo é esforço neste mundo onde se querem coisas,
Tudo é mentira neste mundo onde se pensam coisas,
Tudo é outra coisa neste mundo onde tudo se sente.
Depois, tenho sido como um mendigo deixado ao relento
Pela indiferença de toda a vila.
Depois, tenho sido como as ervas arrancadas,
Deixadas aos molhos em alinhamentos sem sentido.
Depois, tenho sido eu, sim eu, por minha desgraça,
E eu, por minha desgraça, não sou eu nem outro nem ninguém.
Depois, mas por que é que ensinaste a clareza da vista,
Se não me podias ensinar a ter a alma com que a ver clara?
Por que é que me chamaste para o alto dos montes
Se eu, criança das cidades do vale, não sabia respirar?
Por que é que me deste a tua alma se eu não sabia que fazer dela
Como quem está carregado de ouro num deserto,
Ou canta com voz divina entre ruínas?
Por que é que me acordaste para a sensação e a nova alma,
Se e

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