By the painful light of the factory’s huge electric lamps
I write in a fever.
I write gnashing my teeth, rabid for the beauty of all this,
For this beauty completely unknown to the ancients. O wheels, O gears, eternal r-r-r-r-r-r-r!
Bridled convulsiveness of raging mechanisms!
Raging in me and outside me,
Through all my dissected nerves,
Through all the papillae of everything I feel with!
My lips are parched, O great modern noises,
From hearing you at too close a range,
And my head burns with the desire to proclaim you
In an explosive song telling my every sensation,
An explosiveness contemporaneous with you, O machines!

À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!