The prestige of the Nobel Prize is due to many causes, but in particular to its twofold idealistic and international character: idealistic in that it… - Henri Bergson
" "The prestige of the Nobel Prize is due to many causes, but in particular to its twofold idealistic and international character: idealistic in that it has been designed for works of lofty inspiration; international in that it is awarded after the production of different countries has been minutely studied and the intellectual balance sheet of the whole world has been drawn up. Free from all other considerations and ignoring any but intellectual values, the judges have deliberately taken their place in what the philosophers have called a community of the mind.
About Henri Bergson
Henri-Louis Bergson (18 October 1859 – 4 January 1941) was a major French philosopher, influential in the first half of the 20th century. He was awarded the 1927 Nobel Prize in Literature.
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Additional quotes by Henri Bergson
As we have said, when one wishes to prepare a glass of sugared water one is obliged to wait until the sugar melts. This necessity for waiting is the significant fact. It shows that if one can cut out from the universe the systems for which time is only an abstraction, a relation, a number, the universe itself becomes something different. If we could grasp it in its entirety, inorganic but interwoven with organic beings, we should see it ceaselessly taking on forms as new, as original, as unforeseeable as our states of consciousness.
Se a realidade viesse atingir diretamente nossos sentidos e nossa consciência, se pudéssemos entrar em comunicação imediata com as coisas e com nós mesmos, estou certo de que a arte seria inútil, ou antes, que seríamos todos artistas, porque nossa alma vibraria então continuamente em uníssono com a natureza. Nossos olhos, ajudados pela
memória, recortariam no espaço e fixariam no tempo quadros inimitáveis. Nosso olhar captaria de passagem, esculpidos no mármore vivo do corpo humano, fragmentos de estátua tão belos como os da estatuária antiga. Ouviríamos cantar no fundo de nossas almas, como música por vezes alegre, o mais das vezes lamentosa, sempre original, a melodia ininterrupta de nossa vida interior. Tudo isso está em torno de nós, tudo isso está em nós, e no entanto nada de tudo isso é percebido por nós distintamente. Entre a natureza e nós, apenas? Entre nós e nossa própria consciência um véu se interpõe, espesso para o comum dos homens, leve e quase transparente para o artista e o poeta. Que fada teceu esse véu? Terá sido por malícia ou amizade? Impunha-se viver, e a vida exige que apreendamos as coisas na relação que elas mantêm com nossas necessidades. Viver consiste em agir. Viver é aceitar dos objetos só a impressão útil para a eles reagir de modo adequado: as demais impressões devem se obscurecer ou só nos chegarem confusamente. Enxergo o que creio ver, escuto o que creio ouvir, analiso-me e creio ler no fundo do meu peito. Mas o que vejo e o que ouço do mundo exterior é simplesmente o que meus sentidos extraem dele para esclarecer minha conduta; o que conheço de mim mesmo é o que aflora à superfície, o que toma parte na ação. Meus sentidos e minha consciência só me proporcionam da realidade uma simplificação prática. Na visão que me dão das coisas e de mim mesmo, as diferenças inúteis ao homem são apagadas, as semelhanças úteis ao homem são acentuadas, as vias me são traçadas de antemão por onde minha ação enveredará. Essas são as mesmas pelas quais t
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