Infelizmente corcovo - do muito que verguei no espinhaço, na Universidade, recuando como uma pega assustada diante dos senhores lentes; na repartição… - Eça de Queirós

" "

Infelizmente corcovo - do muito que verguei no espinhaço, na Universidade, recuando como uma pega assustada diante dos senhores lentes; na repartição, dobrando a fronte ao pó perante os meus directores-gerais. Esta atitude de resto convém ao bacharel; ela mantém a disciplina num Estado bem organizado; e a mim garantia-me a tranquilidade dos domingos, o uso de alguma roupa branca, e vinte mil réis mensais.

Portuguese
Collect this quote

About Eça de Queirós

José Maria de Eça de Queiroz (or Eça de Queirós) (November 25, 1845 – August 16, 1900) was a Portuguese novelist, short-story writer, travel-writer, critic and diplomat. His novels, which are often compared to those of Balzac, Flaubert and Zola, satirize the Portuguese bourgeoisie and priesthood.

Biography information from Wikiquote

Enhance Your Quote Experience

Enjoy ad-free browsing, unlimited collections, and advanced search features with Premium.

Related quotes. More quotes will automatically load as you scroll down, or you can use the load more buttons.

Additional quotes by Eça de Queirós

Eu, palavra, gosto do Ega! Lá essas coisas de realismo e romantismo, histórias... Um lírio é tão natural como um percevejo... Uns preferem fedor de sargeta; perfeitamente, destape-se o cano publico... Eu prefiro pós de marechala num seio branco; a mim o seio, e, lá vai à vossa. O que se quer, é coração. E o Ega tem-no. E tem faisca, tem rasgo, tem estilo... Pois, assim é que eles se querem, e, lá vai à saúde do Ega!

Quem mais do que tu, sentiu, amou, estremeceu, corou, quis, venceu? Quantas lágrimas causaste! Quantas loucas palpitações! Quantos desejos para ti voaram como bandos de pombas! Quantas vozes perdidas te chamaram! Quanta fé fizeste renegar!
Quanta altivez fizeste sucumbir! E tanta vida, tanta ação, tanta vontade, um tão grande centro vital como tu foste, um grumete amarra-lhe duas balas aos pés e atira com ele ao mar! E aqui jaz o ruído do vento, e aqui jaz a espuma da onda! De que te serviu o ser, o que fizeste ao sangue, á vontade, aos nervos, ao pensamento, que trouxeste do seio da matéria? Que ideia deixaste, que memória, que piedade? Que foste tu mais do que um corpo belo, desejado e fotografado? Fizeste parte, durante a vida, daquelas insensíveis belezas naturais, que o homem usa e arremessa. Foste como uma camélia, ou como a pena de um pavão. Foste um adorno, não foste um caráter. Nunca tiveste um lugar definido na vida, como não terás um túmulo certo na morte! Adeus pois para sempre, oh doce efémera! o teu destino é a dispersão! Por isso aqui estás só! Os que te amaram onde estão?

Works in ChatGPT, Claude, or Any AI

Add semantic quote search to your AI assistant via MCP. One command setup.

O Conde recusou com indignação.
Realmente a exigência era curiosa.
Virem aquele homem e aquela mulher de Penafiel, com os hábitos, os modos, as figuras, a fala de dois trabalhadores de Penafiel, viver numa casa onde se recebia a fidalguia de Lisboa, os representantes dos Reis estrangeiros, a flor da literatura, a Maioria!
Absurdo! Se o Conde, como ele dizia, não fosse um homem público, poderia sacrificar-se a essa companhia plebeia. Mas, como Estadista, a presença na sua casa daquele pai de feição reles, a comer o arroz com a faca, a escabichar os dentes com as unhas, a perguntar à s senhoras então como vai essa bizarria? com o seu catarro, cuja expectoração perpétua era repulsiva, só serviria para diminuair a autoridade moral do Conde e o prestígio do seu talento. Em nome dos superiores interesses do Estado, devia repelir aquela proposta.

Loading...