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" "— Juras? Juras? — Juro, meu bichano! — E atraía-o, envolvia-o, enlouquecia-o, beijando-o com carícias que o abrasavam, e palavras que enfatuava: — Gosto tanto de ti, deste bochechinhas gordo. Fazes-me tão doida! Ah, monstro, tu bem o sabes, por isso abusas. Diz. Diz que gostas da tua Genovevinha. Diz. Mas diz-lho bem. Diz-lho ao ouvido. Diz-mo na boca... E Dâmaso arfava, soprava, sentindo fogo no sangue.
José Maria de Eça de Queiroz (or Eça de Queirós) (November 25, 1845 – August 16, 1900) was a Portuguese novelist, short-story writer, travel-writer, critic and diplomat. His novels, which are often compared to those of Balzac, Flaubert and Zola, satirize the Portuguese bourgeoisie and priesthood.
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"E é um ato de humildade, que agrada muito a
Deus, o misturar-nos às vezes com os maus; é como quando um grande
fidalgo tem de estar lado a lado com um trabalhador de enxada... É como se
disséssemos: "Eu sou-te superior em virtude, mas comparado com o que
devia ser para entrar na glória, quem sabe se não sou tão pecador como tu!..."
E esta humilhação da alma é a melhor oferta que podemos fazer a Jesus."
Quantas vezes me disse o Conde ser este o segredo das Democracias Constitucionais: «Eu, que sou governo, fraco mas hábil, dou aparentemente a soberania ao povo, que é forte e simples. Mas, como a falta de educação o mantém na imbecilidade, e o adormecimento da consciência o amolece na indiferença, faço-o exercer essa soberania em meu proveito… E quanto ao seu proveito… adeus, ó compadre!
Ponho-lhe na mão uma espada; e ele, baboso, diz: eu sou a Força! Coloco-lhe no regaço uma bolsa, e ele, inchado, afirma: eu sou a fazenda! Ponho-lhe diante do nariz um livro, e ele exclama, de papo: eu sou a Lei! Idiota! Não vê que por trás dele, sou eu, astuto manejador de títeres, quem move os cordéis que prendem a Espada, a Bolsa e o Livro!»
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